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31/01/2014 Informações de Notícias Prime, Blog CR-Juruá e UOL

Missionário americano dos katukinas é preso por pedofilia

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Justiça americana condena ex-missionário Warren Scott Kennell por tirar fotos pornográficas de crianças. O caso chocou a comunidade evangélica norte-americana.

 

A Justiça americana condenou terça-feira (28) o ex-missionário Warren Scott Kennell, 45 anos, a 58 anos de prisão. Kennell confessou ter tirado fotos pornográficas de crianças enquanto trabalhava como missionário em uma tribo indígena da Amazônia. Em Cruzeiro do Sul (AC) ele trabalhou com os índios da etnia Katukina.

O crime foi cometido entre 2008 e 2011 e o ex-missionário confessou que além de produzir o material ele chegou a abusar sexualmente das crianças. Ele atuava no Brasil pela Missão Novas Tribos de Sanford, na Flórida. Em maio passado, ao ser parado e revistado no Aeroporto Internacional de Orlando, foi pego com 940 imagens pornográficas em um disco rígido externo.

O caso deixou a organização evangélica em choque. “Estamos deprimidos”, disse Pam McCurdy, da Missão Novas Tribos. O grupo firmou um compromisso para investigar e impedir que novos casos aconteçam e agradeceu as autoridades por ter descoberto o ex-missionário.

Investigação

A prisão do ex-missionário ocorreu graças à Operação Ímpio, da Policia Federal, sobre uma rede de pedofilia e que também, há pouco tempo, cumpriu 18 mandatos de prisão aqui em Cruzeiro do Sul (AC) e no Estado do Amazonas.

A investigação contra Warren Kennell começou em maio de 2013, e estava correta, já que dentro da bagagem de mão do ex-missionário, os agentes norte-americanos encontraram um disco rígido externo com 940 imagens pornográficas de meninas indígenas.

Ele já se declarou culpado para a justiça do seu país pelas acusações de produção de pornografia infantil entre 2008 e 2011. Mas a PF dá continuidade à investigação no Brasil.  A investigação se concentra no Acre e Amazonas.

Em Cruzeiro do Sul

Entre os Katukina ele conhecido como “Arô”. Segundo o professor Shere Katukina: “Ele falava Katukina melhor que os Katukina…”. Ele era visto na comunidade distribuindo remédios e realizando atendimento de saúde.

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“Nunca desconfiamos que ele pudesse fazer algum mal. Ele era missionário e por isso tínhamos confiança. Ele costumava dar bombons, brinquedos e passear de moto com as meninas. Agora, com essa notícia, vamos conversar sobre isso aqui na aldeia”, revela Shere.

Warren Scott Kennell foi visto no primeiro semestre 2013 visitando algumas aldeias Katukina, inclusive a Samaúma, mas depois desapareceu. Ao tomar conhecimento sobre a condenação de Warren a comunidade ficou surpresa.

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